Cada dia que passa, vemos a evolução das técnicas usadas para criar animações. Hoje, sem dúvida, quem domina o mercado é a Pixar, quem mais ganha prêmios na área, por suas ótimas histórias e salto de qualidade no desenvolvimento da animação a cada filme. Wall E, ganhador do Oscar, é o maior exemplo disso.
Não podemos esquecer da Dreamworks, produtora de filmes como Shrek, Madagascar e Kung Fu Panda. Mas esta ainda está alguns degraus abaixo da Pixar.
Ainda assim, Coraline e o Mundo Secreto, produzido pela pouco conhecida Laika e dirigido por Henry Selick, que também dirigiu “O Estranho Mundo de Jack” (produzido e criado por Tim Burton), é uma belíssima animação em stop-motion (aquelas animações com bonecos, como o próprio Mundo de Jack e Noiva Cadáver). Com personagens e cenários feitos à mão (as flores, que são pipocas pintadas, levaram 800 horas de trabalho manual para ficarem prontas), a animação é de uma beleza impressionante, ainda mais realçada pela tecnologia 3D, que dá profundidade e faz as cenas “saltarem aos olhos”.
O trabalho (em grande parte manual) para fazer o filme foi tanto que, entre a pré-produção, gravação e pós-produção foram gastos mais de 3 anos.
Cada detalhe que vemos na tela mostra que o filme, acima de tudo, é uma obra de arte belíssima. Ainda mais acompanhado pela trilha sonora do francês Bruno Coulais, com canções da banda They Might Be Giants, que envolvem o espectador de forma hipnotizante.
Mesmo com todos esses elogios, sabe-se que um filme precisa ter uma boa história, não basta qualidade visual e sonora. E o roteiro de Coraline não compromete em nada, muito pelo contrário. A história, baseada no livro infanto-juvenil homônimo de Neil Gaiman, é fantástica. Sombria até para os mais velhos, tem uma bela moral embutida na história. O trunfo do roteiro é que não é batido nem “bobinho”, como acontece em muitas animações. A palavra que melhor descreve Coraline é “diferente”.
Na história, Coraline muda-se com seus pais para um antigo casarão. Entediada e sem a atenção dos pais, que passam o dia trabalhando em casa, a garota resolve explorar os arredores da casa e conhece seus excêntricos vizinhos. Porém, em um dia chuvoso, precisa se contentar em explorar a casa e acaba encontrando uma passagem para um “universo paralelo”, com uma versão diferente (com botões no lugar dos olhos) e mais atenciosa de seus pais. Mas a jovem (com voz de Dakota Fanning), logo descobre que as coisas não são como aparentam nessa “nova” casa.
Abaixo, dois vídeos mostrando um pouco da produção do filme, que vale a pena ser visto para quem gosta do bom cinema. Repare que cada movimento dos personagens, como o piscar dos olhos ou uma expressão diferente da boca, foi feito manualmente. Afinal, não é uma arte?
Vídeo 1
Vídeo 2

Uauu Thigui!!!
Fiquei realmente impressionada!!! Tô até com vontade de assistir!!!
Nos dias atuais não vemos mais o trabalho manual com tanta dedicação e nobreza!Tantos detalhes… e tamanha paciência!!!
O mundo da informática chegou em ritmo tão violento… que todos desenhos são feitos por imagens digitais…
Já assisti Wall E… amei… é tão gracioso que não me canso de assistir… !!! Uma produção que achei tb impressionante… muito real…
Bjksssss
Artifícios visuais à parte, que são muito bons, esse filme é um exemplo do Neil Gaiman fazendo o que faz melhor: atualizando contos de fadas.
Essa narrativa é muito antiga. Uma espécie de mistura entre Joãozinho e Maria e Alice no País das Maravilhas. Gaiman consegue dar uma visão fresca pra coisa, mudando muito pouco.
Mas na verdade eu achei talvez a música o melhor do filme.
Abs
Nossa…tinha até me esquecido que você tinha dito que era tudo manual!
Caramba, realmente foi um trabalhão que tiveram…e valeu a pena, porque foi uma arte incrível, no qual resultou um trabalho fantástico!
Um dos melhores efeitos que já vi, ainda mais com os efeitos 3D…arrebentaram!!!
Gostei dos vídeos…não tinha visto ainda que realmente cada movimento era feito manualmente! E no filme nem parece que foi feito assim, tudo é real demais!
Quando der…vou assistir novamente!!!
Vale a pena!!
Bjinhos!!!
[...] um túnel de gelo, mas poderia ter sido melhor aproveitada, como na animação stop-motion “Coraline e o Mundo Secreto“, ou mesmo em “A Lenda de Beowulf”. A tecnologia me parece ter sido usada com [...]