
O que esperar quando dois ótimos atores como Jack Nicholson e Morgan Freeman se juntam? Em Antes de Partir (2007), do diretor Rob Reiner, temos a oportunidade de ver esse encontro. Assim, a comédia, que poderia ser sem graça ou provocar mais lágrimas do que risos, consegue um ótimo resultado. Nicholson, com seu carisma habitual, e Freeman, com a competência conhecida, conseguem proporcionar momentos engraçados e inusitados.
Na história, dois pacientes em estado terminal, Edward Cole (Nicholson), um gestor de hospitais solitário que tem como lema “dois leitos por quarto, nunca menos” e Carter Chambers (Freeman), um mecânico que não conseguiu realizar alguns de seus sonhos por ter uma família para sustentar, acabam internados no mesmo quarto de hospital, para desespero de Cole, que se vê vítima de seu próprio lema. Como esperado, a princípio os dois não se dão bem, principalmente pelo jeito ranzinza do personagem de Nicholson, mas logo uma amizade se forma entre os dois pacientes, que fazem uma lista de “últimos desejos”. Carter Chambers acaba convencido pelo colega de quarto a colocar a lista em prática e os dois viajam pelo mundo conhecendo cidades e vivendo as mais excêntricas experiências.
O maior ponto negativo do filme é percebermos claramente que praticamente todas as cenas foram gravadas em estúdio. As viagens (Egito, Índia) e a experiência com paraquedas, por exemplo, ficam muito artificiais e dificilmente enganam até o mais desatento dos espectadores. Uma das graças do cinema é justamente a ilusão, que é perdida nesses trechos.
O longa-metragem tem uma forte carga emocional que pode levar os corações mais moles às lágrimas, mas o destaque mesmo vai para a química entre os dois atores, que conseguem fazer uma comédia leve, daquelas para se assistir em um dia que queremos algo tranquilo, sem explosões ou piadas forçadas. Eles equilibram bem o humor com o drama pelo qual os personagens estão passando, evitando que a história fique muito pesada. E Jack Nicholson, sempre ele. Claro que está longe de ser uma das melhores atuações do ator, mas é interessante vê-lo se entregando ao papel como habitualmente faz, independentemente do seu prestígio e do número de Oscars levados para casa (três). A atuação foi potencializada porque alguns meses antes das filmagens o ator teve que ser internado e acabou utilizando um pouco dessa “experiência” em diálogos e situações do filme.
Assisti ao filme no cinema e em DVD. Vale a pena conferir.
Abaixo, o trailer.

“O maior ponto negativo do filme é percebermos claramente que praticamente todas as cenas foram gravadas em estúdio.”
Adicionaria que foram mal gravadas em estúdio. Se dá pra fazer dinossauros, dá pra fazer um evereste confincente.
Nesse aí exageraram demais a mão no açucar. Eu imaginava que o filme ia tratar de questões ambíguas no final da vida com relação aos parentes, mas tudo desembocou no bom e velho final feliz. Cheio de esperança. Pra você dormir tranquilo.
Concordo, Solari. Mas não custava nada darem uma passada na Índia, por exemplo, para gravar rs
Sem dúvida, Solari. Se dá pra fazer dinossauros…
É. Eu vi no cinema. Eu ri na cena do Everest, do Everest… rs Mas, enfim… Várias partes do filme me emocionaram. Gostei muito de tê-lo assistido Não podia perder, né? Jack e Morgan no mesmo filme não é sempre que vemos… rs
Excelente dica!
Abraço!
Cadê as novas resenhas!?
Força nisso aí senão eu vou querer o meu dinheiro de volta!
hahaha está certo, Solari. É que tirei uma semaninha de férias… rs
Até quarta postarei, com certeza, uma nova. Antes tem o Depressão também!
Um filme muito criativo e contagiante!!! Gosteiiii!!!! Bjksssssssssssssssssssssssss da sua maninha Lilicaaaa
Realmente, criativo e com uma boa história de vida!