
O primeiro longa-metragem “A Era do Gelo”, lançado em 2002, foi um grande sucesso. Muito engraçado e interessante, o filme cativou o público, com seus personagens carismáticos e irreverentes, com o esquilo Scrat fazendo grande sucesso. Seguindo o êxito, “A Era do Gelo 2″ (2006)também faturou alto, cerca de 70 milhões de dólares no fim de semana de estreia só na América do Norte. Apesar de bom, o filme não conseguiu ser tão engraçado nem chegou perto da qualidade do primeiro.
Agora, com “A Era do Gelo 3″, dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha (assim como no segundo filme), a Fox conseguiu um meio termo: a animação tem muita qualidade, uma ótima premissa e consegue ter os seus momentos engraçados, superando o antecessor, mas ainda é inferior ao filme de 2002. A exibição em 3D, um diferencial da nova aventura dos mamutes Manny e Eliie, ao lado de seus amigos Sid e Diego, tem qualidade principalmente em cenas estratégicas, como o passeio por um túnel de gelo, mas poderia ter sido melhor aproveitada, como na animação stop-motion “Coraline e o Mundo Secreto“, ou mesmo em “A Lenda de Beowulf”. A tecnologia me parece ter sido usada com cautela demais para evitar exageros e acaba decepcionando grande parte do público que decide assistir à versão do filme em três dimensões. Apesar de a maioria das cenas “saltarem aos olhos”, faltou um pouco de ousadia a Saldanha.
Na história, o casal de mamutes está prestes a ter um filhote, o que mexe com o grupo. O tigre dentes-de-sabre Diego pensa que Manny e Ellie estão formando um “novo bando”. Além disso, a convivência com o grupo acabou fazendo-o perder um pouco o seu extinto de caçador, seu lado selvagem, e o personagem decide se separar dos amigos. Enquanto Sid, o bicho preguiça, sente a necessidade de formar a sua própria família e acaba raptado, o que força o grupo a entrar em uma grande aventura à sua procura em um local subterrâneo que ninguém imaginava existir: um vale perdido de dinossauros.
O grande diferencial desse filme e que torna a história divertida é um novo personagem: Buck, uma doninha caolha caçadora de dinossauros. Em sua histeria e loucura, Buck é um personagem que agrada o público e arranca boas risadas. É a doninha que guia o grupo em busca de Sid pelo vale dos dinossauros e os protege dos mais diversos perigos. Só a sua participação já vale o ingresso. Outro destaque é que o esquilo Scrat tem uma parceira nesse novo longa-metragem: Scratte, uma fêmea que “doma” o pobre animal depois do casamento.
Um ponto negativo de “A Era do Gelo 3″ é o roteiro mal costurado em certos momentos, como no dilema de Diego, que não é muito aprofundado e acaba sendo resolvido muito rapidamente. Assim, o filme poderá parecer vazio e sem tanta graça para os fãs de animações com mensagens edificantes, que tentam conscientizar o público, como ”Wall-E”, da Disney. Mas para quem gosta de animação, quer se divertir um pouco e dar algumas gargalhadas, o filme é indicado.
Abaixo uma cena com o insano Buck:

Outro dia assisti ao Bolt. Achei bem legal também.
É difícil fazer um enredo enxuto com tantos personagens também. O Diego sofria do mesmo problema de dilema no primeiro.
Estou pra ver esse daí.
Abs,
Oi Thigui!!!
Quanto tempo, hein??? rsss
Eu realmente esperava mais diversão na “Era do Gelo 3″… Achei interessante a parceirinha do Esquilinho, sempre me divirto mt com ele!!! Mas entre tapas e beijos demonstra que no reino animal o mais importante é a sobrevivência, o amor acaba ficando no em 2° plano… rssss
Bjksssssssssssssssss