
Na 33ª Mostra Internacional de cinema, que inicia nesta sexta-feira, dia 23/10, os fãs de cinema terão a oportunidade de ver o último filme gravado por Heath Ledger, o Coringa, de Batman: O Cavaleiro das Trevas, que morreu no ano passado: O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus, dirigido por Terry Gilliam (Monty Python).
Provavelmente o longa-metragem atrairá um grande público pelo fato de ser o último filme de Ledger, mas a sua qualidade logo fará os espectadores esquecerem esse fato e ficarem fascinados com a beleza e criatividade do filme.
Sem o ator para finalizar o filme, a escolha para substituí-lo feita por Terry Gilliam foi “humilde”. Foram contratados simplesmente três grandes atores: Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrel. Parece loucura e sem cabimento todos interpretarem o personagem Tony em diferentes partes do longa, mas, na história, as mudanças parecem naturais e totalmente plausíveis, soam até necessárias e dão a impressão de que tais mudanças já estavam previstas no roteiro inicial.
Na história, Dr. Parnassus (Christopher Plummer) é um contador de histórias imortal que lidera uma trupe de teatro ambulante que tenta sobreviver nas ruas de Londres, se apresentando a um público que simplesmente não se interessa mais por histórias. O problema é que Parnassus, há séculos, para conquistar a vida eterna e a mulher amada, fez um trato com o demônio (Tom Waits) que envolve a sua filha, Valentina (Lily Cole). Para salvá-la das garras do diabo que veio cobrar sua dívida, o personagem de Plummer contará com a ajuda do mais novo integrante do grupo, Tony.
Por trás do mundo surreal, místico e fantástico, que observamos através da imaginação de Parnassus, o roteiro faz com que nos deparemos com a realidade: de que a vida é baseada em escolhas, que acarretarão em coisas boas ou ruins. Além disso, o filme faz uma crítica à vida fútil e ambiciosa levada por grande parte da sociedade moderna.
Vale destacar a atuação fantástica de Plummer e Tom Waits, que conduzem seus personagens, dois apostadores insaciáveis, com maestria. Ledger também mostra que realmente era um ator em forte evolução. Seus substitutos não fazem feio e mantém a atenção do espectador no intrigante Tony.
A fotografia do filme, de Nicola Pecorrini, é outro show à parte. Com inteligência, graças a um ótimo trabalho da direção de arte da produção, o longa-metragem mistura as belas cores do teatro ambulante e das fantasias do grupo de teatro com as cores cinzas de uma Londres suja e chuvosa, fazendo um belíssimo contraste. Todos esses elementos, misturados com uma narrativa empolgante, fazem do filme um dos melhores do ano até aqui. No fim, o espectador sai da sala de projeção com aquela vontade de assistir novamente…
Veja o trailer:

Ah, pessoa metida que publica resenha antes de todo mundo ver o filme!
Bem, apesar de ser o último filme do Ledger, acho que a melhor atuação será do Johnny Depp, o melhor ator da atualidade.
Essa é a opinião de quem não viu o filme, uma vez que a pessoa que veria comigo viu antes.
Fazer o que? Espero entrar em cartaz.
Beijos, meu lindo!
Dani, os crìticos que viram o filme são unanimes.Elegeram a atuação de Ledger muito melhor que a de Depp.Heath Ledger era um ator refinado ,apesar da pouca idade.A sétima arte perdeu um excelente ator ,à nìvel de Brando, Al Pacino e outros mais.Se Ledger vivo fosse estaria ,após o Coringa ,anos-luz á frente de Depp.
Como assisti ao filme, não acredito que caibam comparações nesse caso. Ledger teve uma atuação impecável e foi muito bem. Sem dúvida era um ator promissor que poderia chegar a um nível de qualidade muito alto, sim. Mas por enquanto seria um exagero compará-lo a Marlon Brando, Larissa!
E o Depp foi muito bem no que lhe coube. Ele apareceu pouco e apenas para homenagear o diretor e o seu colega ator, Heath Ledger. Foi uma bela homenagem e, embora sua aparição tenha sido pequena, também foi muito boa.
São dois ótimos atores que eu gostaria de ver atuando juntos, pois, por terem características diferentes, se completam. Não precisamos de apenas um bom ator, acho que o bom do cinema é podermos ver vários deles!
Vô te contar, heim… Esse negócio aqui tá parado…